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Laboratório Corpus recebe duas acadêmicas da UESC/Ilhéus-Bahia por 4 meses

Durante o primeiro semestre de 2017, o Laboratório Corpus está recebendo as acadêmicas Ingrid Bomfim Cerqueira e Shirley Costa Pacheco, mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), de Ilhéus, na Bahia. Selecionadas no Edital 02/2017-DERCA, Ingrid e Shirley estão cursando a disciplina “Sujeito e Discurso - Módulo I”, na modalidade Aluno Especial I, além de participarem de todas as atividades realizadas no Laboratório. Elas são orientandas do Prof. Dr. Maurício Beck (UESC), egresso do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFSM (mestrado e doutorado), que trabalha atualmente na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, na Bahia. As acadêmicas foram recebidas por Amanda Scherer e Verli Petri, diretoras do Laboratório e responsáveis por elas em nossa instituição.

As mestrandas, que estão em processo de escrita de suas dissertações, vieram em busca de apoio bibliográfico e de discussões mais apuradas com os integrantes do Corpus. Graduadas em Letras Português/Espanhol e Português/Inglês pela UESC, elas são bolsistas da referida instituição e estão vinculadas à linha de pesquisa “Linguagens e Representações”, bem como ao projeto “Modos de significação do sujeito ilheense: memórias da cidade e o discurso urbano”, coordenado pelo Prof. Dr. Maurício Beck. As duas acadêmicas têm participado de todas as atividades do Laboratório, além de terem apresentado o andamento de suas pesquisas em duas reuniões acadêmicas e ainda fazerem parte das discussões teóricas e analíticas de orientação.

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Ingrid Cerqueira (foto acima) tem como projeto de dissertação “A (re)significação dos sentidos de cidade na publicidade digital dos condomínios de Ilhéus”. Em relato sobre a experiência até o momento, a acadêmica ressalta “o intercâmbio cultural, o clima diferente, as (des)construções teóricas bem como a chance de ter um laboratório à disposição” e a experiência da vida no campus da UFSM (embora com dificuldades no tocante ao aproveitamento integral das Bibliotecas da universidade, devido à proibição para retirada de livros para aluno especial) como elementos positivos desse momento. Ingrid sublinha também o importante papel das professoras e pesquisadores Maria Iraci Sousa Costa e Caciane Medeiros (UFSM), respectivamente, tanto na efetivação da matrícula e recepção em Santa Maria quanto no compartilhamento de saberes referentes à sua dissertação. Destacando a acolhida por parte do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFSM, dos integrantes do Laboratório Corpus e dos acadêmicos da universidade, Ingrid externa sua percepção sobre o Laboratório: “descrevo o Laboratório Corpus como um local em que se ouve falar de coisas que você sequer imaginava. Um ambiente que ‘agrega valor’ e conta com uma equipe de pesquisadores apaixonados pelo que fazem”. No primeiro dia na UFSM, seu maior sonho era atravessar o Arco da universidade para adentrar em um espaço sonhado já há certo tempo, através das lembranças de seu orientador.

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Já Shirley Costa Pacheco (foto acima) tem como projeto de dissertação “Os sentidos de perversidade em narrativas ficcionais brasileiras”. Em relato, Shirley destaca sua percepção sobre a UFSM: “uma universidade com a Linguística tão aflorada - principalmente no que concerne a História das Ideias Linguísticas e a Análise do Discurso, esta que muito me interessa - causou em mim uma ânsia por acessar tais conhecimentos por meio dos professores e dos colegas.” Além disso, confessa: “um dos motivos, sabe, pelos quais eu desejava estar na UFSM era o acesso à professora Verli Petri”. A mestranda revela também a sua percepção sobre a cidade de Santa Maria: “primeiro, a cultura é tão diversa: chimarrão, frio, sotaque, músicas, gírias, até uma hospitalidade característica. Segundo, que lugar cheio de estudantes, não? Uma surpresa. Senti a diferença porque a cidade da minha universidade é mais turística, muito descrita nas obras do Jorge Amado”. A alegria da acadêmica a cada vez que é chamada a falar de seu trabalho em nosso Laboratório é muito interessante, pois segundo ela, os acadêmicos são receptivos, questionadores e adoram discutir sobre questões teóricas que envolvem os seus trabalhos.